Alegria de carnaval
me traz um novo amanhecer.
Quem sabe...
Um espaço onde posso deixar correr sangue mineiro...onde posso falar carregada de caboclagem...Um espaço onde montanhas, cachoeiras ,chão de terra e gosto de café torrado irão se misturar às palavras
Elisa di Minas
sábado, fevereiro 17, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
pensamente
Olhando pela janela busco clarão de lua, que se apaga sem que meu olhar alcance. Olho escuridão de tempo e penetro entranhas na sensação convulsiva de que me separo de meu eu e busco outra que habita em mim.Não consigo acalmar meu espectro que cambaleia pelo tempo mumificando a escória de vida que levo. Vida de perdas paridas nas entranhas fétidas, desconcertantes e desgovernadas. Desequilibro pulsar e corto a pele, sangrando num prazer mórbido de quem sabe que viver é morrer. Alucinando meu peito piso as ilusões que se apodreceram no caminho e sorrio ao vê-las gritarem descontroladas e chorantes. Furo olhar com o agudo veneno que me come, consome, distorce, alucina, envolve e foge, deixando no peitoril uma mulher sem sexo, sem rumo, sem nexo...
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Momento
Um tempo tão curto, um escuro tão molhado e uma mulher carregada de sentidos que de tanto sentir parecem começar a morrer...
E di Minas
E di Minas
Cansada...
Elisa Cansada
Cansada de mim
Entorto as pregas
Desço morros
Balbucio
Caduco
Cutuco dedão do pé
Retiro pregos
Martelos
Lembranças
Que doem
E cansam beleza
Que elisa nem tem...
Elisa di Minas
Cansada de mim
Entorto as pregas
Desço morros
Balbucio
Caduco
Cutuco dedão do pé
Retiro pregos
Martelos
Lembranças
Que doem
E cansam beleza
Que elisa nem tem...
Elisa di Minas
quinta-feira, janeiro 18, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
...
Junto à estrela
Rasgo santidade
E me faço puta.
Arreganho pernas,
Estupro homens
Tatuando entranhas,
Sangrando pele
Na violência convulsiva
Do amor
Que trago escondido
Nos poros
Dos pêlos do mar
Que navego...
Elisa di Minas
Rasgo santidade
E me faço puta.
Arreganho pernas,
Estupro homens
Tatuando entranhas,
Sangrando pele
Na violência convulsiva
Do amor
Que trago escondido
Nos poros
Dos pêlos do mar
Que navego...
Elisa di Minas
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Quase
Quase que morre um poeta...
Meus sapatos foram queimados
destituidos de prazer
Nem sei se é porque o canto
do vento, do tempo,
me cansa a vontade de viver.
Poeta joga com vida,
mas poesia
está no sapato que arrasta
Queimado,
inundado de falta de prazer.
Melhor é morrer
Mesmo
QUE SACO!!!
Meus sapatos foram queimados
destituidos de prazer
Nem sei se é porque o canto
do vento, do tempo,
me cansa a vontade de viver.
Poeta joga com vida,
mas poesia
está no sapato que arrasta
Queimado,
inundado de falta de prazer.
Melhor é morrer
Mesmo
QUE SACO!!!
quinta-feira, julho 20, 2006
HOJE
Olhar meu
busca estrelas
escondidas nas luzes
de montanhas
de cimento.
Arrebento peito
abocanho tempo
e me entrego.
Não mais existe
canto de corujas
Só buzinas e gritos.
Adormeço
Minh'alma...
busca estrelas
escondidas nas luzes
de montanhas
de cimento.
Arrebento peito
abocanho tempo
e me entrego.
Não mais existe
canto de corujas
Só buzinas e gritos.
Adormeço
Minh'alma...
quarta-feira, julho 19, 2006
Destitulada
Sentir que se desloca
Foge, desencontra,perde-se
Não sou
Estou
Sinto-me centro
Girar de tempo
Em volta de mim
Sou roda tonta
Sentidos contrários
Estou
Sou infinito de vozes
Silêncios
Loucuras obscuras
Objeto,feto,sensações
Sou finitude
Explosões
Canções, versos, emoções
Deslocamento
Canto,
Encosto
Interrogações...
Elisa di Minas em tarde paulista
ao som de buzinas e alegrias
Foge, desencontra,perde-se
Não sou
Estou
Sinto-me centro
Girar de tempo
Em volta de mim
Sou roda tonta
Sentidos contrários
Estou
Sou infinito de vozes
Silêncios
Loucuras obscuras
Objeto,feto,sensações
Sou finitude
Explosões
Canções, versos, emoções
Deslocamento
Canto,
Encosto
Interrogações...
Elisa di Minas em tarde paulista
ao som de buzinas e alegrias
terça-feira, janeiro 10, 2006
Céu Sereno

(foto Marcos Noronha)
CÉU SERENO
Sereno céu
De estrelas
Derruba seu cantar
De promessas
Engaioladas,
Sentidas,
Molhadas
Das lágrimas
Que poeta ri.
Esquece os acenos
Serenos
Do oceano
Das marés
Que enferrujam
Olhar distante
E cantam
Os murmúrios
Poéticos,
Estéticos,
Sem nexos,
Guardados
No desequilíbrio
Do norte
Do viver.
Encobre os corpos
Despidos,
Cuspidos,
Esquecidos
Na curva do tempo.
Destino inquieto,
Fétido, mórbido,
Carente
Dos sonhos
Morridos, perdidos,
Alagados
Deixados na estação...
Elisa di Minas
domingo, janeiro 08, 2006

(foto Marcos Noronha)
Ergui asas e exalei perfumes que habitavam em mim...Bebi chuva, abocanhei estrelas e sorri.Universo entrelaçou dedos, apagou luz e acalantou os sonhos que vivia.Voei por planetas distantes,penetrei crateras.Inundei espaço e voei estrela azul-cativa.Assassinei os medos e mergulhei cachoeira de sentimentos.Esqueci viveres e morri, nascendo nas cores que existia ali...
Montanhas
Céu queima
Pinta montanhas
Sangue escorre
Pelo buraco negro
E derrama as dores
Que mundo não fala...
Pinta montanhas
Sangue escorre
Pelo buraco negro
E derrama as dores
Que mundo não fala...
Olhar
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Hoje...
Chuva intensa molhando chão e escorrendo pelos vãos de mundo. Não mais surge bola de fogo em montanha, clareando flores e aquecendo ninhos. Mundo chora! Lágrimas frias e pesadas, que matam, trucidam, entortam e eliminam viveres. Pobreza humana morre molhada, abandonada...Vi face de criança morta, disforme em olhar vago.Vi corpos soterrados, angústias...Vi perda de sonhos e esperanças...
Chuva desce, cega ao sofrimento, enche valas e ruas e vargens. É natureza gritando as desigualdades. Mansões, barracos, fome, fartura...ternos, maltrapilhos...olhares vagos, olhares indiferentes...desespero! Dor nascendo em corpos, descrença, perda...
E eu aqui, parada em trilhos, com peito partindo...querendo arregaçar mangas e arrancar corpos, querendo alimentar bocas, querendo esperança em olhar de criança, querendo alegrias em vidas, querendo...querendo...parada em trilhos, não desço nas estações...ergo braços e aceno...Revolta!
Tronco se curva, chão molha salgado e parto...nos braços, criança morta!
Chuva desce, cega ao sofrimento, enche valas e ruas e vargens. É natureza gritando as desigualdades. Mansões, barracos, fome, fartura...ternos, maltrapilhos...olhares vagos, olhares indiferentes...desespero! Dor nascendo em corpos, descrença, perda...
E eu aqui, parada em trilhos, com peito partindo...querendo arregaçar mangas e arrancar corpos, querendo alimentar bocas, querendo esperança em olhar de criança, querendo alegrias em vidas, querendo...querendo...parada em trilhos, não desço nas estações...ergo braços e aceno...Revolta!
Tronco se curva, chão molha salgado e parto...nos braços, criança morta!
quinta-feira, dezembro 01, 2005

Alma inquieta...preciso de ipê amarelo pra acalmar tempestade. Não vivo calmarias.Mundo se diverte em jogo de esconde-esconde, me foge, não mais o encontro. A lua dorme, o cheiro de terra molhada se mistura ao batuque da chuva. Quero lavar coração e retirar dor existida...nem montanha azul, nem chuva , nem lua me aquietam...abraço flores de ipê e peço colo.
quarta-feira, novembro 23, 2005
Hoje acordei com gosto de pão de queijo, faminta de mineirice. Entornei café "Brasópis", engoli quase que nem leite fresco. Desceu coçando! Arregacei calça e fui molhar terreiro. Enfiei pé em cimento e deslizei. Pulei igual cabra no cio, derrapei. Caí...molhei assento de corpo que doeu dor de dia que é noite. Gargalhei tombo, assim como gargalho piada boa, contada por caboclo. Persisti, mineira é dura na queda! Agarrei transporte de bruxa, afirmei pé e segui. Agora mais experiente de vida escorregante...cantano caetano eu segui...enganei, assim que nem engano conhecer coração de homem.Num ritmo sonhador voz que imita caetano desafinou...caiu. Dessa vez a dor maior que dia que é noite foi pitica. Escorregar, mesmo experiente, doeu, doeu sentido de alma , cabeça oca bateu em terreiro. Mineira, tonta sem vinho,não riu, não sorriu nem gargalhou. Chorou a dor cheia em oco vazio...
quinta-feira, outubro 20, 2005
Desaba(fando) em céu de Minas...

Expiro meus dias
Em noites,tocando luas
Não resido mundo
Escondo
Meus escombros
Em lixo “elitado”
Caminho chão
De sandálias velhas
Toco terra
Misturo-me à ela.
Nada revelo
Invisível, percorro as trilhas
Que tento evitar.
Envergonho meu eu
Em desejo guardado
Vontade caminhar nua
Despida de sociedade...
Abraço tronco
De árvore centenária
Quero ser (ela).
Contorno montanhas
De terras de Minas
Os dedos caminham
Em seios (dela).
Olhos se cansam
De cimento e guerra
Excomungo T(gu)erra!!!!
Grito viver
De vontade ser
Bicho, irracional,
Mortal , livre!!!
Arranco órgãos
Que queimam meu peito
Me esvazio de meu eu
E ,liberta, caminho
Buscando momento
Existente
Entre ser-e-não-ser.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Buscando calmaria...
quarta-feira, setembro 28, 2005
"Tronco sobre tronco" _ Foto Elisa di Minas
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