Elisa di Minas

Elisa di Minas

domingo, fevereiro 21, 2010

Augusto Cury

Ontem descobri que meus pensamentos loucos não são só meus, Augusto Cury os vive também...imaginem eu , sem saber, tendo quase que os mesmos pensamentos de cury. Nossa! Mas sou metida a besta mesmo! Me comparando com cury, rsrs, nunca serei nem elisa, nem poeta, muito menos cury. Rio de mim, nunca aprendo que o que está em mim não está fora de mim. O que está em mim existe na inexistencia porque aceitei viver a máscara macabra e falsa da humanidade.Meu dedão está fincado no chão, acho que tentando agarrar o pouco de juventude que existe em corpo meu. Dedão dói a dor da velhice! Alma minha dói porque sou o que não sou. Hoje visitei a casa do lago, pisei em bosta de vaca, pisei em formigueiro, fui queimada por taturana, finquei pé no brejo. Hoje vivi a verdadeira vida para qual nasci.Mas passa logo meus momentos de real elisa. Eles duram tão pouco. Volto pra mundo de cimento, deito no conforto da rede e olho montanhas (em nosso país não há montanhas), olho a Pedra da Cruz. Queria ser pedra! Mas como ser pedra se esse maldito coração vive pulsando feito louco desenfreado? Queria ser pedra, mas essa alma minha vive cantando alienada a canção da existencia dos homens...o que é ser homem? O que é ser humano? Não consigo degustar a podre comida que me alimenta todos os dias...nasci pra ser vaca, nasci merda, nasci humana!

terça-feira, agosto 25, 2009

Zóio Gordo


Zóio Gordo me persegue. Gordo e pegajoso, carregado de substâncias moles e amareladas.
E eu olhando somente. Dentro de meu olhar busco visualizar a puresa do "zóião".
Olho de um lado, de outro, por fora, por dentro, tento entender porque aquele zóião me persegue. Mas como sou Noronha de sangue, nem percebo a malignidade do olhar.
E sigo sorrindo, sem saber se é do zóião ou de quem carrega ele.
O que sei, com certeza absoluta,é que aquele zóio deve tá míope, porque não possuo nada
que possa servir de desejo. Não tenho bunda, nem peito, nem dentes...

quinta-feira, maio 07, 2009

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Faz 15 minutos que estou feito babaca sentada na frente dessa tela, com os indicadores apontados e sem dizerem nada. Ninguém merece isso. 
Acendo um papel e jogo fogo. Fogo alastra e arrepia. 
E dedos olham letras, parecem míopes analfabetos. 
Estão tarados, parados no desejo de silenciar, enquanto coração cansa de tanto respirar.Um cachorro chora, grito com voz de gato e tento atrai-lo. 
Cão se cala. Eita peste, nem ele dialoga comigo. E eu aqui cansada de monólogos ultrapassados, onde minha cabeça canta os cantos de seres mudos.
 Silêncio porreta!
 Olho os dedos parados frente meus olhos e descubro que nem sei de quem são. 
Um fantasma moribundo habita minha noite e eu nem ligo...

sábado, janeiro 03, 2009

Medida

Queria tempo em medidas
Sem fim, nem inicio
Só meios.
Nas esquinas perdidas
Queria embolar vida
Colorir corpo ,
Pelada
Alagada
Possuida
Me tornar negra,
Amarronzando curvas,
Lentamente,
Com a cor de seu desejo,
Nos beijos
Que se fizeram lua.
Sem tempo
Medida crua
De mulher
Perdida...

Cap III

Passou, assim como tudo passa. Mas ficou a dor e a descrença na capacidade do que somos.
Em minha vida existe uma valéria que mata, embora não seja flora.Uma valéria que acredita somente em sapatos de saltos altos e roupas de brilho. E eu ando de sapato velho e chinelo arrastado, de calças surradas... e já nasci sem brilho.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Cap II

Nessa luta entre ser ou não ser, me vi envolvida com afazeres de extrema burocracia. Tudo trazia envolvimento com papéis, assinaturas, carimbos, datas, normas, etc, etc, etc. Eta burocracia danada, tirava meu tempo das coisas que eu sentia serem importantes para o crescimento dos envolvidos em minha nova estação. Os olhares de medo, revolta, submissão, drogas, prostituição, estavam ali, bem à minha frente, mas eu tinha, era obrigada a correr com papéis, papéis, papéis, assinaturas, assinaturas, carimbos, carimbos...ninguém aguenta!!!!!

terça-feira, setembro 02, 2008

Existe um dia...

Cap 1 - Existe um dia na vida da vida de todo mundo. Não poderia ser diferente comigo, uma mineira qualquer, mais feia que briga de foice no escuro,nascida numa cidadezinha encantada, coberta de montanhas e rodeada de ipês amarelos, que tem como sonho viver o suficiente para usufruir do mundo no dia em que todos entenderem que o respeito, o carinho, o amor e a afetividade são caminhos pelos quais passamos, mas passamos de maneira verdadeira, forte, vivente, carregada de sentidos. Um dia, lá para traz no tempo , um professor me disse:”mineira, o mundo não ta preparado ainda pra você, vai com calma ”, eu matutava sobre aquela frase, e achava meu professor meio doido, meio que louco, meio alienado de tudo. Acabei esquecendo as falas de meu mestre e segui os trilhos que a vida me ofereceu. Até que um dia o maquinista desviou meu rumo e me mandou descer em nova estação. Uma estação cercada de verde, em uma pedra cortada em forma de cruz, com sabiás que cantavam no amanhecer do dia. Uma estação com gente de olhar cabisbaixo , pedindo por socorro. Nessa estação eu desci, olhei bem, com esse meu olhar meio torto e míope, pedi proteção ao mundo, respirei fundo e aceitei o desafio de navegar numa estação desconhecida, com trilhas ainda não desbravadas, cheias de atalhos desconhecidos...Assim dei meu primeiro passo, meu primeiro pisar na nova estação.

quinta-feira, julho 24, 2008

cem poesias

Sentada, quase de cara no teclado, tento entender essa noite...nem sei se é diferente ou igual a tantas que ja vivi, mas não to preocupada com isso, to é enjaulada de vontade escrever e quando bate essa vontade, sai de perto mundo, não me preocupo com nada. Nem com o que meus dedos escolhem, dou a eles a liberdade total, assim como sempre dei a minha alma e meu coração (e eles se fuderam por isso). E eles (dedos)batem demais, não querem parar nunca! Credo, devem ser loucos! Loucos! O que seria a loucura? (que mania meu cérebro tem de interromper os dedos). Ah, a loucura é a coisa mais maravilhosa, mais deliciosa, mais empolgante que podemos viver. Afinal todo louco é louco, e ninguém liga pro que ele diz(adoro quando ninguém liga pro que eu digo, falo, escrevo, canto, penso, rumino, vomito)...então, sô louca, ou será que desejo a loucura, acima de tudo que vivo? Não sei! Puta que pariu (quem?) quando eu pegar o vagão solitário da morte, meu teclado cantará sozinho e fará cem poesias de minha partida...(preciso de um hospício, logo, logo!)

segunda-feira, junho 16, 2008

De tanto ouvir sobre LINGUAS

“Só existe língua se houver ser humano que a fale”. Realmente.
Mas sabe que confabulando com meus botões, devo dizer que a língua faz parte do ser humano naturalmente. Ele nasce possuído do poder que ela demonstra sobre ele. Afinal, nada melhor que uma língua.... Já pensou na não existência da língua? Não? Pois pense. Com certeza descobrirá o quanto o mundo ficaria intragável sem ela. Imagine um beijo sem língua....Seria muito chato, muito morno, muito banal. Imagine a não existência de salivas se encontrando, gerando aquela fenomenal sensação de gostosura, de tesão. Como náufragos as línguas se encontram, se tocam, se desejam e enlouquecem, Crescem, dominam, transformam momento. Se agigantam. No encontro de línguas, nada melhor que o silêncio. As mãos falam nessa hora. E como falam! E sem a necessidade do olhar, as mãos seguem percorrendo caminhos inimagináveis. E as línguas, ousadas, se esquecem das diferenças. Se esquecem de toda e qualquer diferença existencial. Não existe dominante, nem dominado. Somente desejos...Mas (meus botões sussurrando) nesse tocar de línguas, até que o domínio é positivo, é empolgante, é sensacional. Sabe aquela mordida vagarosa, que de repente, torna-se dominadora, fenomenal? Huuummm...nada melhor que o domínio “lingüístico”..sentimos nossa língua presa, enjaulada entre dentes, mascada, mordida, quase que apunhalada. E nascemos pro gozo sublime da entrega total. E, não fora nossa língua presa, gritaríamos pro mundo: Foda-se diferenças lingüísticas! Nada melhor que um tesão!!!!

Elisa di Minas

segunda-feira, agosto 27, 2007

Merdas

Evacuo as merdas
expostas em vasos
sanitariados e confusos.
Defecando
sigo no compasso absurdo
dos surdos de minha era.
Apago as cores
da aquarela do mundo
e acinzentando as idas
volto às estradas vencidas.
Merdas!
Estaciono tempo,
destruo construções,
desfaço feitos
e amordaço gritos
aprisionando a liberdade
descontida
nos traços
humanos
das desumanas vidas.
Merdas...

sábado, agosto 18, 2007

Ventania

Mar amarelo
De lágrimas.
Arcado ao vento
Ele tentava recolher suas vestes.
Dedos meus tocaram tronco
Na tentativa do consolo
Que busca aquecer
A falta do agasalho
Que pinta céu
E encanta olhar dos homens.
Doeu
Quando vento levou as saias
Do ipê de meu quintal.

sábado, julho 28, 2007

grito

hoje encerro meu ser poeta
nada mais será revelado
nada mais será murmurado
nem um lamento será derramado
nem um suspiro será questionado.

hoje mato a morte
enterro meu corpo esculpido,
despido e apedrejado
quebrado
inexistido.

hoje serei ontem
e no amanhã do passado
olharei meu vazio
e procurarei minha face...

segunda-feira, julho 16, 2007

Chega
parte
fica
vai
sai
entra
sobe
desce
cai
levanta
molha
seca
bate
acaricia
ama
odeia
tô cansada!

Quero

Quero escrever bem pequeno pra combinar com o que sou...não gosto de vestir fantasia...quero meu jeans surrado, meu chinelo rasgado, meu camisetão velho, meu cabelo espatifado, minha calcinha furada, meu pijama queimado...quero voltar a olhar minhas montanhas, tomar banho na chuva, agarrar a lua e escrever todas as besteiras que me vem à cabeça...quero lambuzar mão de manga, engordurar de torresmo, embebedar de vinho, esticar na poltrona e não pensar em nada!!!!

Desejo pisar barro e espetar dedão na pedra, falar palavrão e não me preocupar com nada...por que vida teima em querer mudar meu eu????

segunda-feira, junho 04, 2007

VASTO MUNDO


Embora não seja Raimundo
E nem me chame Drumonnd
Perfuro os furos do mundo
Estonteantes manhãs.
Com meu olhar meio vesgo
Pincelado de anarquia
Eu visto a fantasia
Me cubro de nostalgia
Nas paredes que são vãs.
E lá colada, perpétua,
A sina de quem é só.
Quero virar Raimundo
Florbela
(que não espanca)
Cecília, Adélia ou Maria
Só não quero essa Elisa
Que pinta clarão de lua
Que molha pés em regato
Que
beija montanha crua
Que se veste tão despida
E se descobre na lida
De quem nasceu pra ser só...

EU

Sou corpo despedaçado
Livre e descarado
De língua solta, resquício
Daquilo que foi um vício
Nas curvas
Que o tempo encerra.
Sou mulher,
Louca, perdida
Nas brigas
Trago da vida
As marcas que não ganhei.
Perdi lutas
Matei vitórias
Deixei montanhas e glórias
Nos caminhos que trilhei.
Sou feia, sou deformada
Vesga, míope, aleijada.
Na alma que eu ganhei,
Nasci em dia de noite
Escondida entre açoites
Abandonada, jogada
Lata de lixo, fechada
Sem dentes, cara chorada
Do colo que não usei.
E hoje carrego em peito
As
marcas que são deixadas
Pelos pés
Que um dia amei...

domingo, maio 20, 2007

Lindo, de PATRICK REIS

"Eu pintei meu cabelo. Eu coloquei óculos escuros. Eu tentei mudar minha vida, mas eu não consegui, será que o problema na MINHA vida sou EU?
O tempo passou e a minha vida parou, mas só agora eu notei que ela tinha parado faz tempo!!!
Eu já fui superficial, mas todos sabiam o que eu pensava.
Eu já fui artificial, mas ninguém me decifrava no meu mundo particular.
Eu já fui natural, mas não era meu estilo.
Eu nunca fui normal, porque o normal me incomoda!!!!!!!!
Eu achei que eu caminhava sozinho, mas muitos estavam comigo. Eu tinha tudo, mas não tinha nada. Quando eu resolvi ter pouco eu consegui ter tudo!
Dizem que o perfeito não existe, mas pra mim minha família é perfeita, meus amigos são perfeitos, eu posso achar defeitos neles, mas os outros não. Eu amo muito essas pessoas que me fazem tão bem!"

Patrick foi aluno meu, me ensinou muitas receitas de vida, me ensinou atalhos de viver, me mostrou cores novas pra pintar mundo. Grande Patrick, sou fãzona dele.

domingo, maio 13, 2007

E lisa

Uma pedra
Parada
Vertente
Ardente
Estagnada de nãos

Um olhar
Perdido
Vazio
Caido
Carregado de nãos

Uma vida
Parida
Corrida
Sentida

Pequena
E solitária
Pedra
Imunda
E lisa...

Luar

Em quatro paredes
Verdes
Escuto vozes
E no macabro silêncio
Aceno
Desespero.

Luar, parta
Esconda sua vaga
Estreita
Peito meu
E morra!

sexta-feira, abril 20, 2007

Imensidão...desejos. Não sei se observo ou vôo.