Estou aqui , de volta.
Só não sei de onde!
Nunca sei se estou indo ou voltando, ou se estou parada.
Pareço nunca sair do lugar...cansada
de burrices,
traições,
incompetências,
injustiças,
egoismos,
estagnações!
Cansada demais pra lutar
contra uma vaca velha
que muge no meu mundo
todos os dias
todossssssssssssss
Um espaço onde posso deixar correr sangue mineiro...onde posso falar carregada de caboclagem...Um espaço onde montanhas, cachoeiras ,chão de terra e gosto de café torrado irão se misturar às palavras
Elisa di Minas
sexta-feira, junho 24, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Sim, claro que não!
Estava eu sentada calmamente em frente à Igreja de São Sebastião aguardando a chegada dos cavaleiros. Numa demora tranquila, observava a beleza e calmaria das montanhas. Três crianças brincavam e azoretavam meu sossego. Em meio a tanta gritaria me esqueci das montanhas e passei a observá-las.
Dois eram, com certeza, irmãos. O terceiro parecia ser amigo dos demais. Correm de cá, de lá, gritam, reclamam, brigam, brincam. Tiveram idéia de ir no tiro ao alvo e vieram, empolgados, pedir dinheiro à mãe (somente nessa hora percebi a presença dessa figura). E inicia diálogo:
__Mãe, da R$2,00 pra jogar tiro ao alvo?
__Toma! (nem pestaneja, retira e entrega)
Eles correm. Passados menos que 10 minutos, eles voltam, nervosos:
__Mãe, fizemos 27 pontos. E pra ganhar precisa fazer 50 pontos. Dá mais R$2,00 aí.
__Nada disso, disse ela retirando a nota da bolsa e estendendo ao que parecia ser o mais velho. Nem pensar! Não me peça mais dinheiro! E entregou a nota.
Achei aquilo confuso, confesso que sorri cinicamente e continuei na minha silenciosa observação.
Voltaram correndo, nervosos e empolgados.
__Mãe, dessa vez fizemos 41 pontos, o Pedro conseguiu derrubar um de 10 pontos. Dá mais R$2,00?
__Eu já não disse que não era nem pra pedir mais? Nem pensar, isso é um roubo, estão fazendo vocês de bobos, vocês nunca conseguirão os 50 pontos e ficam jogando dinheiro fora.
__R$2,00 mãe, só R$2,00, disse o menor, estendendo a mão.
__Eu já disse que não, e se pedirem de novo levo vocês pra casa e acabou a festa, respondeu ela, retirando da bolsa a nota pedida e entregando às crianças.
Voltaram empolgadas para a barraca de tiros.
Muito confusa, eu pensava nas cenas e queimava miolos.
Eis que chega o pai e se aproxima,quase junto das crianças.
__Pai, quase ganhamos um DVD. Pra ganhar o DVD que ta lá , tem que fazer 50 pontos, quase fizemos.
__Vocês estão brincando do quê?
__Tiro ao alvo, responderam em coro.
__Arma? Vocês estão brincando com armas? Já não proibi de brincar com armas? Já não conversei em casa antes da gente vir pra cá? Não foi combinado?
__Mas pai, o DVD é bonitão, deve valer uns R$200,00 porque tem até microfone e caraokê , quase ganhamos.
__Vamos lá e vou mostrar pra vocês quem é bom de tiro. Vou trazer o DVD.
Saíram. Eu? Boquiaberta!
Voltam os quatro, sem DVD. O pai com cara de bravo fala pra esposa:
__Palhaçada, nunca alguém ganhará o prêmio. Roubada, dinheiro jogado fora!
A mãe olha e continua conversando com uma senhora ao lado.
As crianças buscam outro brinquedo. Retiram do bolso uma hélice com balão que ao ser enchido de ar e solto, faz a hélice girar, soltando sons agudos. Pai e filhos iniciam brincadeira com o objeto. O brinquedo do filho mais velho vai mais alto que o do pai e o menino brinca:
__Não sabe soltar, o meu vai mais altoooooo.
O pai se irrita:
__A hélice do que você me deu está torta, muito torta!
O menino mais velho verifica e diz que está perfeita. O pai retruca:
__Está torta e tenho certeza que você que entortou, tenho certeza disso!
O menino não toma conhecimento e continua na brincadeira.
O pai sopra demais o balão, que acaba estourando. O menino menor chora fazendo cena. O pai se dirige ao maior:
__Dá o seu pro seu irmão.
__Mas pai...
__Agora! Dá pro seu irmão, to mandando!
__Mas pai não fui eu que...
__Já mandei dar agora, foi você o culpado do outro ter estragado, você que entortou a hélice, foi sua culpa, você fez de propósito! DÁ PRO SEU IRMÃO!
Choro e lamentações. O pai fica indiferente e se aproxima da esposa e da senhora idosa. Conversam banalidades por um tempo, até que a senhora idosa vê aproximar o esposo e o chama.
Enquanto as crianças correm e atormentam a todos com esbarrões, gritos, empurrões , jogam papel de bala pelo chão , os adultos iniciam uma conversa empolgados, apontando várias direções:
__A casa ficava naquele morro, disse a mãe das crianças. Era horrível, meu bem. A gente tinha que levantar cedo, ir ajudar a tirar o leite, depois tinha o terreiro de café onde a gente tinha que ficar empurrando os grãos. E pegar lenha, então? Que horror! Minha perna voltava toda arranhada, picada. Era horrível demais!
__E o barro então, disse a senhora idosa, sujava o chão da cozinha que era de cimento liso, onde eu passava vermelhão pra dar aparência melhor.Ficava todo sujo e fedido.
__Era um terror! As laranjas caídas pelo chão, roupas com nódoas de banana e jabuticaba, roupas rasgadas de subir nas árvores , que a mamãe vivia remendando. Foi um tempo terrível, disse a mãe das crianças.
__Nem gosto de lembrar, respondeu a senhora idosa. Aquele povo que chegava fedendo suor vindo no sol quente montado em cavalos e ainda paravam na porta da sala pra pedir água. Alguns até pisavam na sala com o pé sujo!
__Não foi nada fácil, né papai? Pergunta a mãe das crianças.
__Graças a Deus tudo isso acabou, nem gosto de lembrar quando chegava o tempo da panha de café. Era um trabalhão danado ficar no meio do mato carregando sacos, levando café pra todo mundo, tinha que ficar ouvindo as lamurias do povo!
Deram boas gargalhadas , até que os meninos retornaram:
__Pai, mãe, dá R$7,00 pra gente pular na cama elástica? O homem falou que de três fica mais barato.
__EU JÁ DISSE QUE NÃO! Já não falei que não era para pedir mais dinheiro que eu NÃO ia dar, disse ela, retirando uma nota de R$10,00 e entregando-a ao mais velho.
__E traga o troco, disse o pai.
Conversa vai, conversa vem. Sempre relembrando os tempos horríveis, até que os três meninos voltam gritando:
__Dá mais R$1,00 mãe, a gente já deixou os R$10,00 e aí o homem falou que se a gente levar mais R$1,00 agora ele vai deixar por R$4,00.
O pai, histérico:
__Sua mãe já não falou pra vocês que não ia dar mais dinheiro? Não disse que era para trazer o troco? Não foi isso que ela mandou? NADA DE DINHEIRO! NADA DE PEDIR MAIS! CHEGAAAA!, disse ele, retirando do bolso uma nota de R$5,00.
Entregou-a ao menino mais velho, com uma clara recomendação:
__E traga o troco, nada de gastar mais, nem adianta pedir que não daremos mais!
Os meninos saíram correndo.
Eu me afastei confusa, começando a entender essa nova geração.
Sim, claro que não!
Dois eram, com certeza, irmãos. O terceiro parecia ser amigo dos demais. Correm de cá, de lá, gritam, reclamam, brigam, brincam. Tiveram idéia de ir no tiro ao alvo e vieram, empolgados, pedir dinheiro à mãe (somente nessa hora percebi a presença dessa figura). E inicia diálogo:
__Mãe, da R$2,00 pra jogar tiro ao alvo?
__Toma! (nem pestaneja, retira e entrega)
Eles correm. Passados menos que 10 minutos, eles voltam, nervosos:
__Mãe, fizemos 27 pontos. E pra ganhar precisa fazer 50 pontos. Dá mais R$2,00 aí.
__Nada disso, disse ela retirando a nota da bolsa e estendendo ao que parecia ser o mais velho. Nem pensar! Não me peça mais dinheiro! E entregou a nota.
Achei aquilo confuso, confesso que sorri cinicamente e continuei na minha silenciosa observação.
Voltaram correndo, nervosos e empolgados.
__Mãe, dessa vez fizemos 41 pontos, o Pedro conseguiu derrubar um de 10 pontos. Dá mais R$2,00?
__Eu já não disse que não era nem pra pedir mais? Nem pensar, isso é um roubo, estão fazendo vocês de bobos, vocês nunca conseguirão os 50 pontos e ficam jogando dinheiro fora.
__R$2,00 mãe, só R$2,00, disse o menor, estendendo a mão.
__Eu já disse que não, e se pedirem de novo levo vocês pra casa e acabou a festa, respondeu ela, retirando da bolsa a nota pedida e entregando às crianças.
Voltaram empolgadas para a barraca de tiros.
Muito confusa, eu pensava nas cenas e queimava miolos.
Eis que chega o pai e se aproxima,quase junto das crianças.
__Pai, quase ganhamos um DVD. Pra ganhar o DVD que ta lá , tem que fazer 50 pontos, quase fizemos.
__Vocês estão brincando do quê?
__Tiro ao alvo, responderam em coro.
__Arma? Vocês estão brincando com armas? Já não proibi de brincar com armas? Já não conversei em casa antes da gente vir pra cá? Não foi combinado?
__Mas pai, o DVD é bonitão, deve valer uns R$200,00 porque tem até microfone e caraokê , quase ganhamos.
__Vamos lá e vou mostrar pra vocês quem é bom de tiro. Vou trazer o DVD.
Saíram. Eu? Boquiaberta!
Voltam os quatro, sem DVD. O pai com cara de bravo fala pra esposa:
__Palhaçada, nunca alguém ganhará o prêmio. Roubada, dinheiro jogado fora!
A mãe olha e continua conversando com uma senhora ao lado.
As crianças buscam outro brinquedo. Retiram do bolso uma hélice com balão que ao ser enchido de ar e solto, faz a hélice girar, soltando sons agudos. Pai e filhos iniciam brincadeira com o objeto. O brinquedo do filho mais velho vai mais alto que o do pai e o menino brinca:
__Não sabe soltar, o meu vai mais altoooooo.
O pai se irrita:
__A hélice do que você me deu está torta, muito torta!
O menino mais velho verifica e diz que está perfeita. O pai retruca:
__Está torta e tenho certeza que você que entortou, tenho certeza disso!
O menino não toma conhecimento e continua na brincadeira.
O pai sopra demais o balão, que acaba estourando. O menino menor chora fazendo cena. O pai se dirige ao maior:
__Dá o seu pro seu irmão.
__Mas pai...
__Agora! Dá pro seu irmão, to mandando!
__Mas pai não fui eu que...
__Já mandei dar agora, foi você o culpado do outro ter estragado, você que entortou a hélice, foi sua culpa, você fez de propósito! DÁ PRO SEU IRMÃO!
Choro e lamentações. O pai fica indiferente e se aproxima da esposa e da senhora idosa. Conversam banalidades por um tempo, até que a senhora idosa vê aproximar o esposo e o chama.
Enquanto as crianças correm e atormentam a todos com esbarrões, gritos, empurrões , jogam papel de bala pelo chão , os adultos iniciam uma conversa empolgados, apontando várias direções:
__A casa ficava naquele morro, disse a mãe das crianças. Era horrível, meu bem. A gente tinha que levantar cedo, ir ajudar a tirar o leite, depois tinha o terreiro de café onde a gente tinha que ficar empurrando os grãos. E pegar lenha, então? Que horror! Minha perna voltava toda arranhada, picada. Era horrível demais!
__E o barro então, disse a senhora idosa, sujava o chão da cozinha que era de cimento liso, onde eu passava vermelhão pra dar aparência melhor.Ficava todo sujo e fedido.
__Era um terror! As laranjas caídas pelo chão, roupas com nódoas de banana e jabuticaba, roupas rasgadas de subir nas árvores , que a mamãe vivia remendando. Foi um tempo terrível, disse a mãe das crianças.
__Nem gosto de lembrar, respondeu a senhora idosa. Aquele povo que chegava fedendo suor vindo no sol quente montado em cavalos e ainda paravam na porta da sala pra pedir água. Alguns até pisavam na sala com o pé sujo!
__Não foi nada fácil, né papai? Pergunta a mãe das crianças.
__Graças a Deus tudo isso acabou, nem gosto de lembrar quando chegava o tempo da panha de café. Era um trabalhão danado ficar no meio do mato carregando sacos, levando café pra todo mundo, tinha que ficar ouvindo as lamurias do povo!
Deram boas gargalhadas , até que os meninos retornaram:
__Pai, mãe, dá R$7,00 pra gente pular na cama elástica? O homem falou que de três fica mais barato.
__EU JÁ DISSE QUE NÃO! Já não falei que não era para pedir mais dinheiro que eu NÃO ia dar, disse ela, retirando uma nota de R$10,00 e entregando-a ao mais velho.
__E traga o troco, disse o pai.
Conversa vai, conversa vem. Sempre relembrando os tempos horríveis, até que os três meninos voltam gritando:
__Dá mais R$1,00 mãe, a gente já deixou os R$10,00 e aí o homem falou que se a gente levar mais R$1,00 agora ele vai deixar por R$4,00.
O pai, histérico:
__Sua mãe já não falou pra vocês que não ia dar mais dinheiro? Não disse que era para trazer o troco? Não foi isso que ela mandou? NADA DE DINHEIRO! NADA DE PEDIR MAIS! CHEGAAAA!, disse ele, retirando do bolso uma nota de R$5,00.
Entregou-a ao menino mais velho, com uma clara recomendação:
__E traga o troco, nada de gastar mais, nem adianta pedir que não daremos mais!
Os meninos saíram correndo.
Eu me afastei confusa, começando a entender essa nova geração.
Sim, claro que não!
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Realidades.
Aqui me pego, aos 53 anos, sentindo uma saudade enorme da crença e fé que eu sentia no trabalho que venho desenvolvendo por 25 anos. Um trabalho escolhido não como falta de opção, mas escolhido como única opção para eu ser feliz profissionalmente. Acredito que em decorrência da minha lerdeza natural eu tenha levado tanto tempo para perceber que vivi utopias. Fui utópica quando acreditei na valorização do educador, quando acreditei que o futuro seria melhor, quando acreditei que calma era necessário para dar tempo às mudanças. Fui infantil e sonhadora quando acreditei que os políticos acreditavam que a educação era um dos caminhos do crescimento humano e, por isso, investiriam nela ; quando acreditei na mudança política de nosso município , que veria município como um todo, sem divisão entre rede estadual/municipal , afinal sou brazopolense e fui importante para eles na hora do voto ; quando acreditei que o ser humano teria mais hombridade ; quando acreditei que todo profissional envolvido com a educação era uma pessoa humana em toda sua essência...
Fui inocente e sonhadora quando acreditei que “pior do que está não tem jeito”. Mas tem, e como!
Fui inocente e sonhadora quando acreditei que “pior do que está não tem jeito”. Mas tem, e como!
sábado, janeiro 01, 2011
ANO NOVO
Quando criança ficava aguardando entrada de ano novo
sempre na esperança e crença que algo ia mudar.
Na adolescencia aguardava ansiosa o ano novo
pra ir passear no "largo" da praça.
Quando adulta aguardava ano novo com certeza que minhas
promessas seriam cumpridas.
Na velhice aguardo ano novo com a certeza absoluta
que tudo continua igual.
sempre na esperança e crença que algo ia mudar.
Na adolescencia aguardava ansiosa o ano novo
pra ir passear no "largo" da praça.
Quando adulta aguardava ano novo com certeza que minhas
promessas seriam cumpridas.
Na velhice aguardo ano novo com a certeza absoluta
que tudo continua igual.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
sexta-feira, novembro 26, 2010
10:50h
Dez e cinquenta da manhã e eu revoltada com a humanidade.
Isso é hora de se revoltar?
Acredito ter perdido minha lucidez!
Descobri , demorou em decorrência de minha lerdeza ,
que o ser humano perdeu a noção de respeito.
Perdeu a noção de ética , perdeu a noção de tudo.
Humilhações, dores, sofrimentos , angústias,decepções,
não possuem mais valor algum (se é o outro que os sente).
Tudo se transformou numa estupenda necessidade do eu.
Eu quero , eu devo, eu vou, eu fico , eu sou...
o outro que se foda!
Quase ninguém mais consegue ver além de seu umbigo.
Se algum fato ocorre e se esse fato gera polêmica,
lá vão os "amigos" retirando a corda do próprio pescoço
e , pra retirar de si mesmo , vão , friamente, enforcando o outro.
Parece existir uma frieza inigualavel dentro da alma.
Uma frieza que corrói, mata , aniquila.
Muitos nem percebem que ao justificar se apresentando como "amigo"
está condenando o suposto (amigo) à uma dor infinita.
Pensam eles:Não , mas tudo bem , tudo em nome do meu nome ...
se alguém tem que ser assassinado que seja ele , desde que eu me saia bem na situação , desde que ninguém pense que estou de acordo com o que ocorreu (PORQUE ELE TEM QUE CONCORDAR/DISCORDAR JUNTO À MAIORIA, ELE TEM QUE FAZER PARTE DO QUE MAIS VAI APARECER, INDEPENDENTE SE É CERTO OU ERRADO-O certo pra ele será sempre seu próprio bem estar).
Não sabem , esses coitados , que ao justificarem alegando carinho e respeito pelo "amigo", estão provando a insensatez , o egoismo , a covardia , a indiferença , a aberração que existem dentro de si mesmos.
Para eles eu ergo o FODAM-SE!
Eu só quero sossegar meu coração
Eu só quero mais respeito
Mais amor
Mais carinho
Mas eu só quero
Menos ingratidão
Menos frieza
Menos sacanagem...
Socoroooooooooooooooooo!
Isso é hora de se revoltar?
Acredito ter perdido minha lucidez!
Descobri , demorou em decorrência de minha lerdeza ,
que o ser humano perdeu a noção de respeito.
Perdeu a noção de ética , perdeu a noção de tudo.
Humilhações, dores, sofrimentos , angústias,decepções,
não possuem mais valor algum (se é o outro que os sente).
Tudo se transformou numa estupenda necessidade do eu.
Eu quero , eu devo, eu vou, eu fico , eu sou...
o outro que se foda!
Quase ninguém mais consegue ver além de seu umbigo.
Se algum fato ocorre e se esse fato gera polêmica,
lá vão os "amigos" retirando a corda do próprio pescoço
e , pra retirar de si mesmo , vão , friamente, enforcando o outro.
Parece existir uma frieza inigualavel dentro da alma.
Uma frieza que corrói, mata , aniquila.
Muitos nem percebem que ao justificar se apresentando como "amigo"
está condenando o suposto (amigo) à uma dor infinita.
Pensam eles:Não , mas tudo bem , tudo em nome do meu nome ...
se alguém tem que ser assassinado que seja ele , desde que eu me saia bem na situação , desde que ninguém pense que estou de acordo com o que ocorreu (PORQUE ELE TEM QUE CONCORDAR/DISCORDAR JUNTO À MAIORIA, ELE TEM QUE FAZER PARTE DO QUE MAIS VAI APARECER, INDEPENDENTE SE É CERTO OU ERRADO-O certo pra ele será sempre seu próprio bem estar).
Não sabem , esses coitados , que ao justificarem alegando carinho e respeito pelo "amigo", estão provando a insensatez , o egoismo , a covardia , a indiferença , a aberração que existem dentro de si mesmos.
Para eles eu ergo o FODAM-SE!
Eu só quero sossegar meu coração
Eu só quero mais respeito
Mais amor
Mais carinho
Mas eu só quero
Menos ingratidão
Menos frieza
Menos sacanagem...
Socoroooooooooooooooooo!
quarta-feira, novembro 24, 2010
vinho
Uma taça de vinho foi suficiente pra eu ficar embriagada. Tô de férias, uai, algo novo tenho que fazer. Então fui beber, mas como não estou acostumada com essa delicia, uma taça é suficiente. Já começo a falar demais. Eita vinho bão da peste siô! Putz, nem tenho ideia pra escrever, e, acima de tudo, esse disgramado word fica riscando as palavras de vermelho e eu tenho que ficar retornando quando deveria seguir. Enchi outra taça, rsrs , nossa, o efeito é interessante. Fico mais lerda do que ja sou. Dá uma tontera porreta!
Tenho que apertar zoinho e ainda encostar nariz na tela , puta que pariu, vejo tudo embaçado (mas não é do vinho, é da miopia mesmo).
Sempre desejei escrever algo lindo, maravilhoso, que todos lessem e ficassem mudos, tendo como única reação: OHHHHHHH!
Mas esse mardito cérebro é vazio demais, parece poço desativado, não tem nada dentro.
Ara, se meu cérebro é vazio, se sou lerda, se sou miope,se sou burra, então pra que ficar aqui criando tendinite?
Vô é assistir CSI e pronto!
Tenho que apertar zoinho e ainda encostar nariz na tela , puta que pariu, vejo tudo embaçado (mas não é do vinho, é da miopia mesmo).
Sempre desejei escrever algo lindo, maravilhoso, que todos lessem e ficassem mudos, tendo como única reação: OHHHHHHH!
Mas esse mardito cérebro é vazio demais, parece poço desativado, não tem nada dentro.
Ara, se meu cérebro é vazio, se sou lerda, se sou miope,se sou burra, então pra que ficar aqui criando tendinite?
Vô é assistir CSI e pronto!
sábado, novembro 20, 2010
Queria viver ausência das presenças
Nenhum caminho pisado
com passos que já marquei
Nenhuma fala repetida
Com vozes que já gritei
Nenhum elo refeito
dos nós que já cortei
Sem elos, sem vozes, sem nós
sem vida
nas mortes que já lutei.
Perca campo mulher
Perca o tudo!
Que me arreganhem maldita boca
E que hoje eu grite
Os silêncios que vomitei!
Cala-te boca!
Engula os vômitos
que putreficam
que matam
que amordaçam
que fedem
as narinas
das
curvas
nas quais passei...
Nenhum caminho pisado
com passos que já marquei
Nenhuma fala repetida
Com vozes que já gritei
Nenhum elo refeito
dos nós que já cortei
Sem elos, sem vozes, sem nós
sem vida
nas mortes que já lutei.
Perca campo mulher
Perca o tudo!
Que me arreganhem maldita boca
E que hoje eu grite
Os silêncios que vomitei!
Cala-te boca!
Engula os vômitos
que putreficam
que matam
que amordaçam
que fedem
as narinas
das
curvas
nas quais passei...
terça-feira, setembro 14, 2010
Velharia
Meio centenário passou e eu continuo babaca.
Pele descola de abraço e ja nem sinto tato que ficou.
Olhar cola cilios na efêmera esperança de sonhar.
Aonde estão as esperanças que passaram por minhas ruas?
Aonde estão os desejos de meus desejos?
Aonde me encontrar?
Minhas idades se misturam e me confundem
Amaldiçoadas!
Por que me abandonaram?
Por que se distanciam do que sou?
Por que viver hiberna
e não mais posso espiar por minha janela?
Por que me privaram do tudo?
Cinquentenária mulher
Centenária alma
Imbecil e demente
Escroto de gente
Jogado ao céu...
A quem me pertenço?
Não sou nem eu!
Pele descola de abraço e ja nem sinto tato que ficou.
Olhar cola cilios na efêmera esperança de sonhar.
Aonde estão as esperanças que passaram por minhas ruas?
Aonde estão os desejos de meus desejos?
Aonde me encontrar?
Minhas idades se misturam e me confundem
Amaldiçoadas!
Por que me abandonaram?
Por que se distanciam do que sou?
Por que viver hiberna
e não mais posso espiar por minha janela?
Por que me privaram do tudo?
Cinquentenária mulher
Centenária alma
Imbecil e demente
Escroto de gente
Jogado ao céu...
A quem me pertenço?
Não sou nem eu!
quinta-feira, setembro 09, 2010
Necessito gritar... plastificada mente!
Arrancaram-me a garganta,
mas necessito gritar!!!
Quero expor sexo descarado
e arrebentar amarras de olhos
dementes e superficiais.
Necessito mostrar gozo
que fere e machuca pele,
entediada de igualdades
e grandes escalas.
Quero o diferente, o imortal,
o feio, deformado e escroto aos olhares.
Chega de superficialidades,
de promessas, de descaramentos, de falsidades.
Basta!!!
Chega de tato e durabilidade.
Necessito de toques e sensibilidades,
de lambidas ferinas em feridas expostas,
pra machucar.
Excomungo aquele que diz verdades
e estende dedo ereto.
Excomungo aquele q segue míope
sem desviar caminhos.
Odeio homens estagnados
pintados de máscaras meigas e irreais.
Odeio o ódio escondido
em amores superficiais.
Arrancaram-me a garganta,
mas necessito gritar!
Elisa di Minas
mas necessito gritar!!!
Quero expor sexo descarado
e arrebentar amarras de olhos
dementes e superficiais.
Necessito mostrar gozo
que fere e machuca pele,
entediada de igualdades
e grandes escalas.
Quero o diferente, o imortal,
o feio, deformado e escroto aos olhares.
Chega de superficialidades,
de promessas, de descaramentos, de falsidades.
Basta!!!
Chega de tato e durabilidade.
Necessito de toques e sensibilidades,
de lambidas ferinas em feridas expostas,
pra machucar.
Excomungo aquele que diz verdades
e estende dedo ereto.
Excomungo aquele q segue míope
sem desviar caminhos.
Odeio homens estagnados
pintados de máscaras meigas e irreais.
Odeio o ódio escondido
em amores superficiais.
Arrancaram-me a garganta,
mas necessito gritar!
Elisa di Minas
domingo, fevereiro 21, 2010
Augusto Cury
Ontem descobri que meus pensamentos loucos não são só meus, Augusto Cury os vive também...imaginem eu , sem saber, tendo quase que os mesmos pensamentos de cury. Nossa! Mas sou metida a besta mesmo! Me comparando com cury, rsrs, nunca serei nem elisa, nem poeta, muito menos cury. Rio de mim, nunca aprendo que o que está em mim não está fora de mim. O que está em mim existe na inexistencia porque aceitei viver a máscara macabra e falsa da humanidade.Meu dedão está fincado no chão, acho que tentando agarrar o pouco de juventude que existe em corpo meu. Dedão dói a dor da velhice! Alma minha dói porque sou o que não sou. Hoje visitei a casa do lago, pisei em bosta de vaca, pisei em formigueiro, fui queimada por taturana, finquei pé no brejo. Hoje vivi a verdadeira vida para qual nasci.Mas passa logo meus momentos de real elisa. Eles duram tão pouco. Volto pra mundo de cimento, deito no conforto da rede e olho montanhas (em nosso país não há montanhas), olho a Pedra da Cruz. Queria ser pedra! Mas como ser pedra se esse maldito coração vive pulsando feito louco desenfreado? Queria ser pedra, mas essa alma minha vive cantando alienada a canção da existencia dos homens...o que é ser homem? O que é ser humano? Não consigo degustar a podre comida que me alimenta todos os dias...nasci pra ser vaca, nasci merda, nasci humana!
terça-feira, agosto 25, 2009
Zóio Gordo
Zóio Gordo me persegue. Gordo e pegajoso, carregado de substâncias moles e amareladas.
E eu olhando somente. Dentro de meu olhar busco visualizar a puresa do "zóião".
Olho de um lado, de outro, por fora, por dentro, tento entender porque aquele zóião me persegue. Mas como sou Noronha de sangue, nem percebo a malignidade do olhar.
E sigo sorrindo, sem saber se é do zóião ou de quem carrega ele.
O que sei, com certeza absoluta,é que aquele zóio deve tá míope, porque não possuo nada
que possa servir de desejo. Não tenho bunda, nem peito, nem dentes...
quinta-feira, maio 07, 2009
........................................
Faz 15 minutos que estou feito babaca sentada na frente dessa tela, com os indicadores apontados e sem dizerem nada. Ninguém merece isso.
Acendo um papel e jogo fogo. Fogo alastra e arrepia.
E dedos olham letras, parecem míopes analfabetos.
Estão tarados, parados no desejo de silenciar, enquanto coração cansa de tanto respirar.Um cachorro chora, grito com voz de gato e tento atrai-lo.
Cão se cala. Eita peste, nem ele dialoga comigo. E eu aqui cansada de monólogos ultrapassados, onde minha cabeça canta os cantos de seres mudos.
Silêncio porreta!
Olho os dedos parados frente meus olhos e descubro que nem sei de quem são.
Um fantasma moribundo habita minha noite e eu nem ligo...
sábado, janeiro 03, 2009
Medida
Queria tempo em medidas
Sem fim, nem inicio
Só meios.
Nas esquinas perdidas
Queria embolar vida
Colorir corpo ,
Pelada
Alagada
Possuida
Me tornar negra,
Amarronzando curvas,
Lentamente,
Com a cor de seu desejo,
Nos beijos
Que se fizeram lua.
Sem tempo
Medida crua
De mulher
Perdida...
Sem fim, nem inicio
Só meios.
Nas esquinas perdidas
Queria embolar vida
Colorir corpo ,
Pelada
Alagada
Possuida
Me tornar negra,
Amarronzando curvas,
Lentamente,
Com a cor de seu desejo,
Nos beijos
Que se fizeram lua.
Sem tempo
Medida crua
De mulher
Perdida...
Cap III
Passou, assim como tudo passa. Mas ficou a dor e a descrença na capacidade do que somos.
Em minha vida existe uma valéria que mata, embora não seja flora.Uma valéria que acredita somente em sapatos de saltos altos e roupas de brilho. E eu ando de sapato velho e chinelo arrastado, de calças surradas... e já nasci sem brilho.
Em minha vida existe uma valéria que mata, embora não seja flora.Uma valéria que acredita somente em sapatos de saltos altos e roupas de brilho. E eu ando de sapato velho e chinelo arrastado, de calças surradas... e já nasci sem brilho.
segunda-feira, setembro 15, 2008
Cap II
Nessa luta entre ser ou não ser, me vi envolvida com afazeres de extrema burocracia. Tudo trazia envolvimento com papéis, assinaturas, carimbos, datas, normas, etc, etc, etc. Eta burocracia danada, tirava meu tempo das coisas que eu sentia serem importantes para o crescimento dos envolvidos em minha nova estação. Os olhares de medo, revolta, submissão, drogas, prostituição, estavam ali, bem à minha frente, mas eu tinha, era obrigada a correr com papéis, papéis, papéis, assinaturas, assinaturas, carimbos, carimbos...ninguém aguenta!!!!!
terça-feira, setembro 02, 2008
Existe um dia...
Cap 1 - Existe um dia na vida da vida de todo mundo. Não poderia ser diferente comigo, uma mineira qualquer, mais feia que briga de foice no escuro,nascida numa cidadezinha encantada, coberta de montanhas e rodeada de ipês amarelos, que tem como sonho viver o suficiente para usufruir do mundo no dia em que todos entenderem que o respeito, o carinho, o amor e a afetividade são caminhos pelos quais passamos, mas passamos de maneira verdadeira, forte, vivente, carregada de sentidos. Um dia, lá para traz no tempo , um professor me disse:”mineira, o mundo não ta preparado ainda pra você, vai com calma ”, eu matutava sobre aquela frase, e achava meu professor meio doido, meio que louco, meio alienado de tudo. Acabei esquecendo as falas de meu mestre e segui os trilhos que a vida me ofereceu. Até que um dia o maquinista desviou meu rumo e me mandou descer em nova estação. Uma estação cercada de verde, em uma pedra cortada em forma de cruz, com sabiás que cantavam no amanhecer do dia. Uma estação com gente de olhar cabisbaixo , pedindo por socorro. Nessa estação eu desci, olhei bem, com esse meu olhar meio torto e míope, pedi proteção ao mundo, respirei fundo e aceitei o desafio de navegar numa estação desconhecida, com trilhas ainda não desbravadas, cheias de atalhos desconhecidos...Assim dei meu primeiro passo, meu primeiro pisar na nova estação.
quinta-feira, julho 24, 2008
cem poesias
Sentada, quase de cara no teclado, tento entender essa noite...nem sei se é diferente ou igual a tantas que ja vivi, mas não to preocupada com isso, to é enjaulada de vontade escrever e quando bate essa vontade, sai de perto mundo, não me preocupo com nada. Nem com o que meus dedos escolhem, dou a eles a liberdade total, assim como sempre dei a minha alma e meu coração (e eles se fuderam por isso). E eles (dedos)batem demais, não querem parar nunca! Credo, devem ser loucos! Loucos! O que seria a loucura? (que mania meu cérebro tem de interromper os dedos). Ah, a loucura é a coisa mais maravilhosa, mais deliciosa, mais empolgante que podemos viver. Afinal todo louco é louco, e ninguém liga pro que ele diz(adoro quando ninguém liga pro que eu digo, falo, escrevo, canto, penso, rumino, vomito)...então, sô louca, ou será que desejo a loucura, acima de tudo que vivo? Não sei! Puta que pariu (quem?) quando eu pegar o vagão solitário da morte, meu teclado cantará sozinho e fará cem poesias de minha partida...(preciso de um hospício, logo, logo!)
segunda-feira, junho 16, 2008
De tanto ouvir sobre LINGUAS
“Só existe língua se houver ser humano que a fale”. Realmente.
Mas sabe que confabulando com meus botões, devo dizer que a língua faz parte do ser humano naturalmente. Ele nasce possuído do poder que ela demonstra sobre ele. Afinal, nada melhor que uma língua.... Já pensou na não existência da língua? Não? Pois pense. Com certeza descobrirá o quanto o mundo ficaria intragável sem ela. Imagine um beijo sem língua....Seria muito chato, muito morno, muito banal. Imagine a não existência de salivas se encontrando, gerando aquela fenomenal sensação de gostosura, de tesão. Como náufragos as línguas se encontram, se tocam, se desejam e enlouquecem, Crescem, dominam, transformam momento. Se agigantam. No encontro de línguas, nada melhor que o silêncio. As mãos falam nessa hora. E como falam! E sem a necessidade do olhar, as mãos seguem percorrendo caminhos inimagináveis. E as línguas, ousadas, se esquecem das diferenças. Se esquecem de toda e qualquer diferença existencial. Não existe dominante, nem dominado. Somente desejos...Mas (meus botões sussurrando) nesse tocar de línguas, até que o domínio é positivo, é empolgante, é sensacional. Sabe aquela mordida vagarosa, que de repente, torna-se dominadora, fenomenal? Huuummm...nada melhor que o domínio “lingüístico”..sentimos nossa língua presa, enjaulada entre dentes, mascada, mordida, quase que apunhalada. E nascemos pro gozo sublime da entrega total. E, não fora nossa língua presa, gritaríamos pro mundo: Foda-se diferenças lingüísticas! Nada melhor que um tesão!!!!
Elisa di Minas
Mas sabe que confabulando com meus botões, devo dizer que a língua faz parte do ser humano naturalmente. Ele nasce possuído do poder que ela demonstra sobre ele. Afinal, nada melhor que uma língua.... Já pensou na não existência da língua? Não? Pois pense. Com certeza descobrirá o quanto o mundo ficaria intragável sem ela. Imagine um beijo sem língua....Seria muito chato, muito morno, muito banal. Imagine a não existência de salivas se encontrando, gerando aquela fenomenal sensação de gostosura, de tesão. Como náufragos as línguas se encontram, se tocam, se desejam e enlouquecem, Crescem, dominam, transformam momento. Se agigantam. No encontro de línguas, nada melhor que o silêncio. As mãos falam nessa hora. E como falam! E sem a necessidade do olhar, as mãos seguem percorrendo caminhos inimagináveis. E as línguas, ousadas, se esquecem das diferenças. Se esquecem de toda e qualquer diferença existencial. Não existe dominante, nem dominado. Somente desejos...Mas (meus botões sussurrando) nesse tocar de línguas, até que o domínio é positivo, é empolgante, é sensacional. Sabe aquela mordida vagarosa, que de repente, torna-se dominadora, fenomenal? Huuummm...nada melhor que o domínio “lingüístico”..sentimos nossa língua presa, enjaulada entre dentes, mascada, mordida, quase que apunhalada. E nascemos pro gozo sublime da entrega total. E, não fora nossa língua presa, gritaríamos pro mundo: Foda-se diferenças lingüísticas! Nada melhor que um tesão!!!!
Elisa di Minas
segunda-feira, agosto 27, 2007
Merdas
Evacuo as merdas
expostas em vasos
sanitariados e confusos.
Defecando
sigo no compasso absurdo
dos surdos de minha era.
Apago as cores
da aquarela do mundo
e acinzentando as idas
volto às estradas vencidas.
Merdas!
Estaciono tempo,
destruo construções,
desfaço feitos
e amordaço gritos
aprisionando a liberdade
descontida
nos traços
humanos
das desumanas vidas.
Merdas...
expostas em vasos
sanitariados e confusos.
Defecando
sigo no compasso absurdo
dos surdos de minha era.
Apago as cores
da aquarela do mundo
e acinzentando as idas
volto às estradas vencidas.
Merdas!
Estaciono tempo,
destruo construções,
desfaço feitos
e amordaço gritos
aprisionando a liberdade
descontida
nos traços
humanos
das desumanas vidas.
Merdas...
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