Elisa di Minas

Elisa di Minas

sábado, março 10, 2007

(foto Elisa di Minas)
Na simplicidade da imagem jogada em nosso olhar...
simplifico viver
e penduro no varal do tempo as alegrias sentidas,
as dores superadas,
as lutas travadas.
E ouço a canção serena,
longínqua,
permanente,
inconsciente,
que despetala o espaço
na busca da sobrevivência
esquecendo que
montanha grita o silêncio da morte
e mundo chora destruição.

sexta-feira, março 09, 2007

Espera...















(Foto Elisa di Minas)

Olhar busca passado e se perde em presente.
Solidão em gestos e olhar espera
que vida traga de volta a vida que se perdeu...

sábado, fevereiro 24, 2007

(Foto Marcos Noronha)
Vômito vermelho inunda mundo, luzes e cores se misturam à sangria humana.
as ruas passam
jogam resíduos
de gente
céu se alarga
derruba lágrima
e mata
cão fareja
olha acoitado
e parte
descrente
olhar se turva
embaça medo
foge
nas dores
pendentes
mundo se aperta
estrangula
alma demente
e a gente?
segue
cego
inconsciente...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Morte de você

Nas pontas de meus dedos
Nasce uma dor
Assim acomodada
Desequilibrada

Descolorida
Parida da sombra
Da ausência
De seu olhar.

Na palma da minha mão
Nasce uma morte
Assim tão descontida
Na chegada
Da partida
De seu ficar.

Nos braços de meu corpo
Nasce um desejo
Assim descompassado
Marcado
Maltratado
Na existência da vontade
De lhe abraçar.

Na boca da minha face
Nasce um silencio
Assim amargurado
Despojado
Costurado
Na certeza
Da falta
De seu beijar.

Nos olhos de minha alma
Nasce uma lagrima
Assim amarrotada
Molhada
Quebrada
Colada
Embrulhada
Na crueldade
Da realidade
Da vida que vou levar...

domingo, fevereiro 18, 2007

só

sósósósósósósósósósósósósósósó
sem saber como acabar
como acabei...

HOJE

dia de ser amanhã
invadir sentidos
e navegar
navegar
navegar
os mares desconhecidos.

sábado, fevereiro 17, 2007

Quem sabe

Alegria de carnaval
me traz um novo amanhecer.
Quem sabe...

Nos nós carnavalescos

Homens esquecem dores

E numa ânsia de felicidade

Destripam os estribos

Que governam a vida

E vão

Malandros

Mágicos

Bailarinos

Piratas

Ciganos

Fantasmas

De malas e maletas

Carregando frustrações...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

pensamente

Olhando pela janela busco clarão de lua, que se apaga sem que meu olhar alcance. Olho escuridão de tempo e penetro entranhas na sensação convulsiva de que me separo de meu eu e busco outra que habita em mim.Não consigo acalmar meu espectro que cambaleia pelo tempo mumificando a escória de vida que levo. Vida de perdas paridas nas entranhas fétidas, desconcertantes e desgovernadas. Desequilibro pulsar e corto a pele, sangrando num prazer mórbido de quem sabe que viver é morrer. Alucinando meu peito piso as ilusões que se apodreceram no caminho e sorrio ao vê-las gritarem descontroladas e chorantes. Furo olhar com o agudo veneno que me come, consome, distorce, alucina, envolve e foge, deixando no peitoril uma mulher sem sexo, sem rumo, sem nexo...

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Momento

Um tempo tão curto, um escuro tão molhado e uma mulher carregada de sentidos que de tanto sentir parecem começar a morrer...

E di Minas

Cansada...

Elisa Cansada

Cansada de mim
Entorto as pregas
Desço morros
Balbucio
Caduco
Cutuco dedão do pé
Retiro pregos
Martelos
Lembranças
Que doem
E cansam beleza
Que elisa nem tem...

Elisa di Minas

quinta-feira, janeiro 18, 2007

?????????????

QUE DIA SERÁ QUE AMANHEÇO????????

sexta-feira, janeiro 05, 2007

...

Junto à estrela
Rasgo santidade
E me faço puta.
Arreganho pernas,
Estupro homens
Tatuando entranhas,
Sangrando pele
Na violência convulsiva
Do amor
Que trago escondido
Nos poros
Dos pêlos do mar
Que navego...

Elisa di Minas

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Quase

Quase que morre um poeta...
Meus sapatos foram queimados
destituidos de prazer
Nem sei se é porque o canto
do vento, do tempo,
me cansa a vontade de viver.
Poeta joga com vida,
mas poesia
está no sapato que arrasta
Queimado,
inundado de falta de prazer.

Melhor é morrer
Mesmo
QUE SACO!!!

quinta-feira, julho 20, 2006

HOJE

Olhar meu
busca estrelas
escondidas nas luzes
de montanhas
de cimento.
Arrebento peito
abocanho tempo
e me entrego.
Não mais existe
canto de corujas
Só buzinas e gritos.
Adormeço
Minh'alma...

quarta-feira, julho 19, 2006

Destitulada

Sentir que se desloca
Foge, desencontra,perde-se
Não sou
Estou
Sinto-me centro
Girar de tempo
Em volta de mim
Sou roda tonta
Sentidos contrários
Estou
Sou infinito de vozes
Silêncios
Loucuras obscuras
Objeto,feto,sensações
Sou finitude
Explosões
Canções, versos, emoções
Deslocamento
Canto,
Encosto
Interrogações...

Elisa di Minas em tarde paulista
ao som de buzinas e alegrias

terça-feira, janeiro 10, 2006

Céu Sereno


(foto Marcos Noronha)

CÉU SERENO

Sereno céu
De estrelas
Derruba seu cantar
De promessas
Engaioladas,
Sentidas,
Molhadas
Das lágrimas
Que poeta ri.
Esquece os acenos
Serenos
Do oceano
Das marés
Que enferrujam
Olhar distante
E cantam
Os murmúrios
Poéticos,
Estéticos,
Sem nexos,
Guardados
No desequilíbrio
Do norte
Do viver.
Encobre os corpos
Despidos,
Cuspidos,
Esquecidos
Na curva do tempo.
Destino inquieto,
Fétido, mórbido,
Carente
Dos sonhos
Morridos, perdidos,
Alagados
Deixados na estação...

Elisa di Minas

domingo, janeiro 08, 2006


(foto Marcos Noronha)
Ergui asas e exalei perfumes que habitavam em mim...Bebi chuva, abocanhei estrelas e sorri.Universo entrelaçou dedos, apagou luz e acalantou os sonhos que vivia.Voei por planetas distantes,penetrei crateras.Inundei espaço e voei estrela azul-cativa.Assassinei os medos e mergulhei cachoeira de sentimentos.Esqueci viveres e morri, nascendo nas cores que existia ali...

Montanhas

Céu queima
Pinta montanhas
Sangue escorre
Pelo buraco negro
E derrama as dores
Que mundo não fala...